Através da Filosofia e Religião


Um dos primeiros filósofos, Aristóteles, tinha a ideia de Deus que vem do contraste entre o necessário e o contingente. A partir desta dualidade, Aristóteles atinge a necessidade de uma força motriz para explicar o movimento do mundo do contingente, de coisas que podem existir ou não (1).

William Lane Craig é, possivelmente, um dos filósofos cristãos mais conhecidos da mídia nos Estados Unidos, particularmente, faz parte dos filósofos cristãos contemporâneos. Sua popularidade se deve em grande parte à sua participação em debates televisivos com líderes proeminentes do "Novo Ateísmo" com líderes muçulmanos e de outras religiões ou de outras denominações cristãs, mas também com personalidades do domínio científico, como o historiador Bart Erhman relacionado o estudo histórico do cristianismo ou a doutrina cristã (2).

Independentemente de como suas posições são valorizadas, Craig é um comunicador brilhante tanto na exposição de sua filosofia cristã, bem como pela pura defesa do cristianismo, como em suas tentativas de mostrar o teísmo, que normalmente é a principal razão para as suas discussões com pensadores ateus.

Ainda hoje é difícil trafegar entre a Filosofia e Religião, devido ao filtro intelectual que temos baseado, no nosso caso, na Bíblia. Por que? Porque ambos têm o mesmo conteúdo, tanto um como o outro. Estão em busca de uma verdade e de uma sabedoria, embora seus caminhos são diferentes. A Religião revela a verdade usando a linguagem de representação através de mitos, rituais e símbolos. Já a Filosofia a revela demonstrando pela ideia, o pensamento e o conceito.  Ao estudarmos mais profundamente, vamos descobrir que na Religião a verdade é dogmática, e na Filosofia, ela é não é absoluta (3).

Para que a Religião defenda seu dogma, ela precisa da filosofia para argumentar sua verdade. E como trafegar entre a fé e a razão?

Segundo Paul Tillich, no âmago de cada Religião, existe um ponto no qual a própria religião perde a sua importância, e para o qual ela aponta a superação de sua própria particularidade, elevando-a à liberdade espiritual e com ela à visão da presença espiritual em outras expressões de significado último da existência humana (4).

Referências Bibliográficas
(1)  GIL, Jorge Romero. El Dios de Aristóteles. In: About.com. Acesso em: 11 de junho de 2015. Disponível em: http://filosofia.about.com/od/Filosofia-Clasica/a/El-Dios-De-Aristoteles.htm.
(2) GIL, Jorge Romero. William Lane Craig, Un filósofo mediático. In: About.com. Acesso em: 11 de junho de 2015. Disponível em: http://filosofia.about.com/od/Filosofia-Y-Religion.
(3) SCHWARZ, Fernando. Filosofía y Religión. In: Filofía para la vida. Portal de cursos y recursos de filosofia de la Organización Internacional Nueva Acrópolis em España. Acesso em: 11 de junho de 2015. Disponível em: http://filosofia.nueva-acropolis.es/2010/filosofia-y-religion.
(4) RODRIGUES, Felipe Fanuel Xavier. Na fronteira das religiões: contribuição de Paul Tillich para o diálogo inter-religioso a partir do cristianismo. Revista Eletrônica Correlatio n. 12 - Dezembro de 2007.

Autor: Pr Márcio Batista.
Fonte: Texto produzido para o fórum de discussão da disciplina Filosofia e Religião na Integralização do Bacharel de Teologia da Faculdade Refidim de Joinville, SC.



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