Os evangélicos na mídia


Ao ler o artigo da historiadora Karina Kosicki Bellotti na Folha intitulado “Peso político e poder de consumo impulsionam presença dos evangélicos na TV”, deve-se parabenizá-la pela sua excelente explanação sobre os evangélicos.

Por ser uma nação extremamente católica e a cultura luso-católica estar impregnada em suas raízes, devido à imposição dada pelos portugueses ao chegarem aqui no Brasil, pode-se observar que o povo brasileiro tem sido inteligente ao compreender que o Evangelho pregado pelos evangélicos é muito diferente do catolicismo.

Infelizmente o catolicismo valoriza um Cristo morto, triste, machucado e ensinam erroneamente a prática da idolatria – atitude totalmente proibida por Deus e em um de Seus dez mandamentos, e, óbvio, refutada por diversos textos bíblicos que estão tanto na Bíblia católica como na evangélica. Já os evangélicos, anunciam um Cristo alegre, ressurreto, vivo e que é o único que nos liga a Deus e em breve voltará para buscar a Sua Igreja, e claro, não uma denominação, mas, uma Igreja que está nas igrejas.

Os evangélicos sofreram muitas perseguições desde sua implantação em pequenas e grandes cidades, mas, conquistaram a confiança da população e agora têm o seu espaço reconhecido por uma grande maioria.

A historiadora Karina Kosicki Bellotti diz que a igreja Universal conquistou a mídia (rádio e tv) e isto chamou a atenção do Brasil ao adquirir uma emissora de TV. Sem dúvida, alguns erros foram cometidos pela Igreja Universal que culminaram numa constante perseguição pela rede Globo e da imprensa ao grupo e que infelizmente denegriu a imagem dos evangélicos como um povo prudente, pacífico e amistoso. Até hoje, quando se fala em evangélicos, alguns ignorantes ainda dizem, vocês são aquela igreja que chutou a santa? E dizemos “não, somos outra igreja, que não faz isso, não tem esta prática”.

Infelizmente o que podemos observar, é que a emissora e a denominação citada pela historiadora são exclusivistas – não dão oportunidade a outras denominações em sua emissora e atividades de ecumenismo evangélico – assim como uma boa parte das denominações evangélicas em nosso país, e parece ser um comportamento muito longe de acontecer, a "unidade das denominações".

Conforme o CENSO IBGE, o crescimento dos evangélicos é surpreendente. O número de católicos diminui acentuadamente e o número de evangélicos salta de 9% para 15,4% em 2000 e para 22,2% em 2010, 42,3 milhões de evangélicos.

A Rede Globo observando o crescimento assustador dos evangélicos, cedeu em sua programação “imoral e mundana”, assim chamada pelos evangélicos mais tradicionais, a oportunidade de veicular canções evangélicas, e, com uma cobertura mais ampla, o festival de promessas, realizado pela própria emissora.

Claro, os inteligentes sabem que não passa de uma oportunidade de “conquistar” o público que não compactua com sua programação e vender produtos que interessam aos evangélicos e que fazem parte de sua cultura, a música gospel. Não só a Som Livre “aproveitou” este nicho do mercado gospel, mas a Universal Music e a Sony Music.

Parabenizamos a historiadora Karina pelas sinceras palavras sobre os evangélicos, que fazemos questão deixar na íntegra:
Então, destaca-se essa autoimagem positiva, de povo honesto, trabalhador, que canta, louva, veste-se de forma elegante, mas sem ostentação; que é igual a todo mundo no dia a dia, e que leva sua crença muito a sério, pois enxerga na própria vida um testemunho a ser dado para quem não é evangélico – a ideia de ser “sal da terra, luz do mundo”(01).
Referencias Bibliográficas:
(01) BELLOTTI, Karina Kosicki. Peso político e poder de consumo impulsionam presença dos evangélicos na TV. Ilustrada. In: Folha de São Paulo. Acesso em 12 de Julho de 2015. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/01/1210030-analise-peso-politico-e-poder-de-consumo-impulsionam-presenca-dos-evangelicos-na-tv.shtml.

Autor: Pr Márcio Batista. Texto postado no Fórum de Discussão sobre a disciplina Fenômeno Religioso no Brasil na Integralização do Bacharel de Teologia da Faculdade Refidim de Joinville, SC.



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