Chamados para fora


Somos a Igreja de Cristo, mas, será que o mundo sabe que somos de Cristo? A responsabilidade número um da Igreja é obedecer aos mandamentos de Jesus. Por exemplo, quando um empresário precisa viajar a negócio, ele chama seus subordinados, de preferência os diretores de seu empreendimento e passa algumas determinações quanto aos investimentos, realização dos projetos e execução das responsabilidades delegadas aos funcionários. Os diretores e funcionários devem cumprir a determinação deixada pelo empresário e quando ele voltar tudo deve estar conforme ele delegou.

Jesus antes de partir deixou aos discípulos algumas responsabilidades e a primordial foi “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”, Mateus 28:19-20. A Igreja deve cumprir esta determinação deixada por Jesus. Exato, a Igreja. E, afinal, o que é Igreja?

A palavra Igreja deriva do substantivo grego Ekklesia, em que Ek significa “a partir de; de dentro de”, e, Klesia significa “convocar; chamar”. Então, Ekklesia significa “chamados para fora”.

Segundo Henrietta Mears, Jesus revelou aos seus discípulos o projeto do Reino de Deus, e seu clímax acha-se em sua grande comissão, conforme descrito em Mt 28.18-20. Que missão seria esta? Sim, de propagar ao mundo as Boas Novas, conquistando-os para Cristo e lhes ensinando todos os princípios deixados por Jesus, assim, “fazendo novos discípulos”. Este é o papel da Igreja, “chamados para fora”. Disse Mears , “o cristianismo não é religião nacional ou racial; não conhece limites de montanha nem mar, mas envolve todo o globo”.

“Chamados para fora”, a igreja, isto é, a comunidade cristã global deve entender que sua responsabilidade ainda está de pé, seguindo o exemplo dos discípulos, do apóstolo Paulo, de Apolo, dos pioneiros da Igreja do terceiro século como Agostinho de Hipona e João Crisóstomo, depois na Reforma com Martinho Lutero, em seguida João Calvino, depois grandes pregadores como Charles H. Spurgeon, nos tempos atuais como Benhard Johnson e Billy Graham, entre outros, aonde milhares de almas vieram aos pés de Jesus.

A Igreja contemporânea, enfim, a comunidade num todo, deve levar o evangelho ao mundo através de suas obras – exemplo de vida, testemunho pessoal – e claro, na pregação eficaz. A igreja que foi chamada para fora, precisa mais do que nunca de energia para levar com rapidez as Boas Novas ao mundo. Tem-se dito que o erro viaja muitos quilômetros enquanto a verdade lentamente calça os sapatos . Segundo Myer Pearlman, entende-se que o inimigo está inundando o mundo na velocidade da luz com sua propaganda infernal, enquanto a Igreja dorme e sonha com as glórias do passado, e, o melhor modo de vencer o maligno, é sem dúvida, ser mais rápido e eficiente do que ele. A igreja precisa ir… para fora, ao mundo. E por que deve ir para fora?

Porque a igreja hodierna deve entender que não se pode perder o tempo, e sim, aproveitá-lo e investir na propagação do Reino de Deus na terra, pois se deve colocar “o reino de Deus em primeiro lugar”, conforme Mt 6:33. Oswald Sanders diz que o apóstolo Paulo treinou seu filho na fé, Timóteo, para pregasse a Palavra, conforme 2 Tm 4:1-2, aproveitando todas as oportunidades, nunca perdendo seu senso de urgência, tomando a iniciativa e indo em frente com zelo infatigável. Esta é a responsabilidade primordial da Igreja, caso contrário, os de fora não poderão ouvir.
“Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas”, Romanos 10:14,15.

Referências Bibliográficas
ALBANO. Fernando Me. Bases bíblicas da Igreja. In: Eclesiologia – Unidade 1. Joinville : Faculdade Refidim. 2015. Página 02.
MEARS, Henrietta. Estudo Panorâmico da Bíblia. São Paulo : Editora Vida, 2006. Página 402.
PEARLMAN, Myer. Mateus – O evangelho do grande Rei. Rio de Janeiro : CPAD, 1995. Página 238.
SANDERS, J. Oswald. Paulo, o líder. São Paulo : Editora Vida, 2001. Página 181.

Autor: Pr Márcio Batista. Texto produzido para o fórum de discussão sobre a disciplina Eclesiologia na Integralização do Bacharel de Teologia da Faculdade Refidim de Joinville, SC.



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