Pra quê queixar-se?


"Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou" (Colossenses 3.13).

Vivemos em uma geração de insatisfeitos, nunca se ouviu falar tanto em ouvidoria - nas empresas - bem como em sites de reclamações atualmente, confesso que até cheguei a usar um desses sites para reclamar de um produto.

Em um grupo de whatsapp, de um certo condomínio, nunca vi tanta reclamação ao síndico. Podemos observar como existem pessoas insatisfeitas com tudo, se uma visita desejar tomar um banho na piscina junto com o morador, se o carro ficar engavetado ou travada sua saída, se alguém bater com o martelo logo cedo, se aparecer um pingo no chão ou uma mancha de dedo no espelho do elevador, do portão da garagem que fizer barulho, de uma risada de visitantes no apartamento depois das 22h, e, até mesmo se alguém espirrar, a reclamação já é publicada. É um exagero, uma vergonha! Claro, sabemos que há regras (leis) condominiais que regem o comportamento dos condôminos em cada edifício, mas o que estamos aqui apresentando é o exagero de reclamações, o excesso, o abuso e o comportamento exacerbado que pode transparecer um descontrole emocional.

As pessoas não sabem mais que existe uma palavra chamada de "tolerância", os verbos "suportar", "compreender". O significado da palavra tolerância, segundo Michaelis, "qualidade ou condição de tolerante; cachimônia, paciência". É o que preza uma melhor qualidade de vida, alguém que exerce a paciência, esforça-se com inteligência e pureza de coração.

O apóstolo Paulo deixa uma recomendação aos cristãos de Éfeso, "com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor" (Efésios 4.2).

O texto bíblico que referencia este artigo, o Apóstolo Paulo aconselha os cristãos de Colossos a suportar o próximo. Sabemos que o nosso próximo pensa diferente de nós, foi criado num outro núcleo familiar, desta forma, precisamos com inteligência nos esforçar em entender o próximo.

Certa vez um amigo nos disse, "olhe para sua mão direita, todos os dedos são diferentes um dos outros, assim também as pessoas são diferentes uma das outras". Quando aplicamos este conselho de Paulo em nossa vida, viveremos em uma sociedade com respeito ao próximo, perdoando as queixas, suportando que estamos em um processo de crescimento e aprendizado.

Há alguns anos, chegamos em um novo edifício para morar, o primeiro contato do síndico para conosco foi com a pergunta "vocês querem levar uma multa?" - devido o uso de uma furadeira em um dos cômodos da casa às 13h. O papel daquele síndico deveria ser - em primeiro lugar - apresentar ao novo inquilino o regimento interno e passar todas as recomendações e legislações internas do condomínio.

Quando nos esforçamos em entender o próximo, usar nossa inteligencia para promover a paz e a união de todos.

Pense nisto!

Postados por: Pr Márcio Batista
Foto: Nextin



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